Arara-Vermelha Grande
Nome Científico: Ara chloropterus, pela sua classificação inicial, por G. R. Gray em 1859, embora ultimamente o nome Ara chloroptera venha sendo utilizado, apesar de ser considerado “inválido” pelo ITIS – Integrated Taxonomic Information System (www.itis.gov).
Nomes Populares: Arara-Vermelha Grande, Arara verde e vermelha, Arara-piranga (Piranga, que em tupi-guarani significa vermelho, assim como pitanga, puranga e putanga.
Habitat Natural: florestas
Distribuição Geográfica: do Panamá ao Brasil, Paraguai e Argentina
Alimentação na Natureza: sementes, frutas, coquinhos
Tamanho: aproximadamente 90 cm
Peso: aproximadamente 1,5 Kg
É comumente confundida com a Arara-Vermelha-Pequena, a Ara macao, ou Araracanga ou vermelha e amarela, mas esta espécie é maior, e apresenta penas verdes nas asas e ainda o tradicional “rajado” de penas vermelhas no destaque branco da face.
O principal atrativo da Arara-Vermelha-Grande, sem dúvidas, é sua bela plumagem, de cores fortes, com o vermelho dominando por quase todo o corpo. A cor azul aparece em suas asas e na ponta da cauda, além do verde que matiza com perfeita harmonia.
Sua distribuição geográfica se estende pelos países da América Central e da América do Sul Seus ninhos são construídos em ocos de árvores, algumas vezes reaproveitando um abandonado de alguma arara-azul, ou também em paredões rochosos.
O macho é quem providencia a alimentação, tanto da fêmea, quanto dos filhotes. Seus bicos são redondos e fortes para poder quebrar as cascas dos seus alimentos preferidos.
Com maturidade sexual entre 5 e 7 anos, as araras-vermelhas-grandes são animais monógamos – permanecem com o mesmo parceiro pela vida toda – e cada postura é composta por ovos de aproximadamente 5 cm, incubados por 29 dias, com apenas um filhote sobrevivendo da ninhada, o qual acompanha os pais por anos, antes de formar um casal.
Da ordem dos Psitaciformes, pode viver por bem mais de 50 anos e na natureza encontra-se ameaçada de extinção. A boa notícia é que hoje mais de 30 espécies brasileiras de psitacídeos já são criadas em cativeiro, muitos, infelizmente, de forma ilegal. Mas isso “garante” uma vida mais longa para espécies como a arara-vermelha.
Arara-Azul-Grande
Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus
Nomes Populares: Arara-azul-grande, Araraúna, ou arara preta, em função do termo “una” que em tupi-guarany significa escuro, preto, negro, já que o azul intenso da sua plumagem confunde-se ao ser avistada nas alturas.
Habitat Natural: buritizais, matas ciliares e cerrados adjacentes.
Distribuição Geográfica: centro-oeste, sul do norte e nordeste do Brasil.
Alimentação na Natureza: principalmente de sementes de acurí e bocaiúva.
Tamanho: aproximadamente 1m.
Peso: de 1 a 2 Kg
Curiosidade: tornou-se o símbolo do Pantanal Mato-grossense
Trata-se de mais uma bela ave da família Psittacidae, encontrada originalmente nas matas brasileiras. É o maior dos Psitacídeos (papagaios, periquitos, araras, maritacas, etc).
Na sua impactante plumagem azul surge um belo contraste com o amarelo que se destaca em torno dos olhos e na parte inferior do bico, que aparenta ser maior do que o próprio crânio. Sua alimentação na natureza consiste em frutas (principalmente de cocos de palmeiras), sementes e insetos. Por outro lado, as criadas em cativeiro podem contar com a praticidade de algumas excelentes rações balanceadas encontradas facilmente no mercado como base da sua dieta.
Seu período de incubação é de 28 a 30 dias, botando de 1 a 3 ovos, e nascem até dois filhotes por ninhada. Após cerca de três meses no ninho, acompanham os pais até um ano e meio de vida, quando começam a se separar aos poucos. Em cativeiro vivem aproximadamente 60 anos.
A arara-azul-grande encontra-se ameaçada de extinção por conta da caça, do desmatamento e do comércio clandestino. Entidades e especialistas trabalham para a mudança dessa realidade.
É no Pantanal do Mato Grosso que se tem mais informações, registros e controle da arara-azul-grande, mas ela também pode ser localizada nos estados do Tocantins, Pará, Maranhão e região norte da Bahia dentre outros locais.
Outro fato que de certa forma prejudica a situação da arara-azul é a competição pelos ninhos com outras aves, como a própria arara-vermelha-grande (Ara chloropterus), com o gavião-relógio(Micrastur semitorquatus), o urubu (Coragyps atratus) e o pato-do-mato (Cairina moschata).
Muito popular também pelo carisma, pela imponência do seu vôo e exuberância da coloração da sua plumagem, a araraúna não passa despercebida por onde quer que passe, se fazendo notar pelos altos ruidos que emite.